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A família é o pilar do Homem. 

Quando comecei a trabalhar em fotografia, pareceu-me muito evidente seguir a vertente de retrato, essencialmente pelas relações humanas.

Oriundo de uma outra área humana (Psicologia), comecei a sentir uma empatia com o lado documental, com o facto de podermos contar histórias, e porque sou um inconformado. Não acredito, ou não quero acreditar, que na sociedade em que vivemos, sejamos apenas um número. Todos nós temos algo para contar, uma história única ou uma determinada vivência, que quem sabe, pode ser inspiradora e ajudar-nos a seguir um determinado caminho.

Recordo-me que as minhas primeiras fotografias foram sobre um senhor que engraxava sapatos. Nunca me hei-de esquecer da expressão incrível que tinha, e mesmo apesar do ar cansado, os olhos tinham um brilho muito especial.

Durante esses momentos, ouvia alguns esboços de linhas de piano que estava a compor na altura. Quando me apercebi, estava envolvido num mundo fantástico, repleto de emoção. Bom, pelo menos, para mim.

Rapidamente cheguei à conclusão que tinha que imortalizar aquele momento. E foi assim que surgiu a fotografia. A primeira fotografia planeada e composta para esse efeito, com toda a inocência e beleza patente no processo de descoberta.

Desde esse dia que as duas artes passaram a "andar de mãos-dadas" e nasceu a One Letter Photography, o meu pseudónimo comercial.

Numa altura em que para mim muito pouco fazia sentido, posso afirmar que a Fotografia e a Música "salvaram" a minha vida, e ajudaram-me a caminhar com um objectivo. Melhor do que isso, tenho ainda possibilidade de assistir, documentar e imortalizar momentos incríveis com pessoas fantásticas. 

E nunca o caminho poderia ser percorrido se não tivesse o apoio da família. O objectivo ganhou corpo, e hoje alcancei uma das grandes metas na minha vida: a Paternidade. 

Hoje deixo a minha própria partilha, que está por trás do trabalho dos The Storytellers. Mais do que a marca, está a pessoa, e é dessa forma que me relaciono com a Fotografia. Fecho os olhos e dou a mim próprio a liberdade de sentir. 

Tudo começou porque um desconhecido me inspirou de alguma forma, com as dificuldades que atravessava, mas sem nunca perder o brilho no olhar, dia após dia. Essa expressão traduziu-se em autenticidade, e nasceu um objectivo, que viria a criar o grande pilar na minha vida: a minha família.

Deixo-vos um pequeno vídeo que "fala" apenas sobre esse sentimento, chamado "Home".

Partilhem as vossas histórias, e quem sabe, podem mudar a vida de alguém, com algo tão simples como o vosso olhar.

Video: Bruno Costa | The Storytellers

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